PERFIL
BLIGS AMIGOS
ARQUIVOS
UTILIDADES




MIRP - Ministério da Restauração Plena Osasco - SP

01/05/2008 13:00
O dia da Visitação

27 de abril de 2008, domingo, culto de volta do nosso segundo “Encontro com Deus”.
Reunidos na simplicidade de sempre, o MIRP aguarda que os ponteiros batam 18h30m.
Expectativa...
Como toda grande família, pessoas das mais diversas idades reúnem-se no singelo salão onde, há quase cinco anos, o sonho de Deus começou a se materializar entre nós.
Aqueles que chegaram mais cedo buscam - entre os colchões e bagagens trazidos do Encontro – brechas onde possam se ajoelhar, clamando para que Ele venha tomar lugar na Sua igreja.
Numa destas brechas, alheio à alegria das dançarinas que, em movimentos delicados, ensaiam passos em miniatura, há um levita.
Prostrado, sua oração é simples: “Venha Deus, derrame em nós Seu poder!”
Como o discipulado o havia ensinado, o levita busca ali, antes do culto, as ferramentas para adorar a Deus. E estas ferramentas, ele aprendera, estão no próprio Deus.
Como o discipulado o havia ensinado também: quanto mais vazio de si ele se apresentasse a Deus, mais cheio ele poderia sair daquela celebração.
E é assim, com o coração daqueles que sabem que tem mais, que o levita escuta o Pastor Cesar conclamar a igreja para adorar a Deus.
Começa o culto.
O Pastor Cesar comanda a ministração e logo é perceptível que a atmosfera é de paixão, sede e fome pela presença de Deus. Línguas estranhas são lançadas sem pudor, enquanto lágrimas começam a escorrer pelos rostos daquele povo simples, mas decidido a ser o povo escolhido de Deus.
A primeira canção termina, mas o levita sabe que tem mais. Na verdade: tem que ter mais!
Pastor Reinaldo é convocado para ministrar uma canção e lindamente leva a igreja a adorar a Soberania de Deus. Canta-se sobre a inexistência de barreiras perante Aquele que nunca desiste dos seus. E mais línguas do Céu são erigidas no meio do povo sedento por este Deus do Impossível.
O levita pede ao Pastor Cesar para entoar mais um hino. Sente que talvez assim consiga trazer o derramar do Espírito sobre a igreja, e tenta – em contido desespero – rasgar de vez os céus para que passemos da aparente para a palpável presença do Espírito, do qual temos a Marca da Promessa.
Mas é preciso uma perseverante delicadeza no buscar, visto que o levita aprendera com seu líder, Pastor Cesar, que o Espírito é como um cristal: precioso e delicado. É preciso cuidado em trazê-lo de Seu imenso e glorioso Trono para habitar, ainda que por um segundo, entre nós.
Cessa-se o louvor com os instrumentos, e inicia-se outra forma de adoração: os testemunhos.
Não existe programa: as pessoas que passaram pelo Encontro são convidadas a testemunhar. Cada um do seu jeito, cada um no seu dialeto, expressa sua gratidão por aquele Deus que, naquele final de semana, mudara existências, restaurara sonhos e restituíra planos e sentidos.
É nesta atmosfera de restauração que os músicos são novamente convocados à plataforma.
Entre eles está o levita, entoando com a igreja a mesma oração: “Restitui Senhor, eu quero de volta o que é meu!”.
É quando, no meio da canção, o Pastor Cesar anuncia que Deus manda uma mensagem para a sua igreja: “Haverá sim, restituição naquele culto, e Ele quer que aqueles que sentem carecer dela venham à frente do altar.”
Não há titubeio, como ovelhas que escutam e reconhecem a voz de Seu Pastor, muitos vêm à frente, quando então o Espírito especifica a espécie de restauração que Ele derramará naquela noite: restauração de louvor ao seu Nome.
O levita, assustado, ao ouvir aquilo olha para a igreja com um misto de atenção e aflição. Sente que ele é quem mais necessita daquele bálsamo, daquela mirra, daquela cura. Sim! Ele pediu aquela restauração antes do culto. Sim! Ele tem clamado por aquele Poder, pois aprendera que não é possível tentar fazer nada no Reino pelas próprias forças, pois chega uma hora em que faltam braços, pernas, fôlego para seguir.
O discipulado ensinara àquele levita que apenas um fôlego, o Fôlego da Vida que vem do Altíssimo, é que pode conduzir aqueles que caminharão no Caminho.
É quando o Pastor o convoca para ministrar bênçãos sobre um músico que andava afastado do ministério. O levita obedece, desce da plataforma e ministra sobre aquela vida, mas dentro do seu coração pulsa um grito de socorro, num clamor contido que diz: “Deus! Eis-me aqui! Olha pra mim!”
O levita volta à plataforma e se pergunta: do mesmo modo que subira fisicamente na plataforma, subiria naquele culto a um novo nível de adoração? Será que desta vez não apenas sentiria o cheiro, mas comeria do Pão?
E é assim que, impulsionados pelo Pastor Cesar, a insatisfação daquele homem visionário e escolhido por Deus contagia o levita e toda igreja. Juntos marchamos, juntos tomamos posse das multidões, juntos gritamos: queremos mais Senhor! Estamos gratos, porém insatisfeitos! Estamos decididos: não sairemos daqui hoje sem mais de Ti!
Vem então, o de repente de Deus!
Uma irmã, chamada Délia, que até então ficara ali sentada no seu cantinho pronunciando pelo Espírito gemidos inexprimíveis, salta como uma valente de seu lugar e começa a profetizar sobre as vidas.
Glórias a Deus, uma das vidas escolhidas para receber o bálsamo é o levita.
E ele escuta, diretamente do Espírito, que não temesse. Que ele era o escolhido. Que ele era o chamado para o Chamado: aquele que desde o ventre tinha um destino: adorar ao Pai, seu Deus.
Mas não pára por aí. Tem mais. Em Deus sempre tem mais. O levita recebe do esposo daquela mulher, o amado Wanderley, um abraço. E isto, para confirmar o que temos aprendido: que quem tem discípulo nunca fica desamparado.
Um abraço... Na verdade, O abraço! E é naquele momento que vem o quebrantamento sobre o levita. O choro do homem interior. O choro que lava a alma, levando para fora tudo aquilo – medo, sentimento de impotência, cansaço – que até então entulhava aquele templo escolhido por Deus para a adoração.
Naquele abraço o levita sente que o próprio Deus o está ninando. O próprio Deus descera dos Céus para acarinhá-lo. O próprio Deus, então, decidira: “Vou lá, embalar aquele que escolhi para conduzir a minha igreja na adoração ao meu Nome!”
E o embalo não ficaria apenas no abraço do Pai, mas também no carinho da mãe.
O levita, depois de desmanchar-se em lágrimas com o amado Wanderley, é agora surpreendido pela alegria de ser ministrado pela Pastora Angela.
Ah! Felizes daqueles que tem pai e mãe!
Felizes daqueles que não perdem um culto ao Senhor, sabendo que ao declarar sua gratidão, um dia, como naquele, o próprio Deus pode descer através de pessoas como a Pastora Angela para, pessoalmente, revelar o mistério de sua Atração por nós, os escolhidos!
E é assim, embalado agora pela Pastora Angela, que o levita não mais chora, mas se desconstrói, se desarma, mergulha e abre seu coração.
Sobrenatural!
Mas não fica apenas no levita a manifestação do Amor do Pai.
Aprendemos naquela noite que quando um sedento, ou uma porção de sedentos buscam ao Senhor, com perseverança e decisão, Ele vem. E, com Sua Visitação, todos os que se dispuseram a estar ali, naquele lugar, ainda que não entendam de onde venha tanta fome, acabam por ser igualmente agraciados pela presença do Emanuel: o Deus entre nós.
E tinha mais...
Como a querida irmã Délia iniciara sua jornada levando as promessas ao levita, e estas devidamente interpretadas e ministradas por seu esposo, Wanderley, Deus providenciaria para a igreja outra intérprete daquelas maravilhosas línguas: a irmã Rita.
Ah, a irmã Rita! Um derramar especial naquela noite Deus teve com e através dela.
Começou quando o Pastor Cesar disse: “Vamos ofertar a Deus por esta Presença. E vamos ofertar por crer que é chegada a hora de levantarmos a tenda e irmos para um lugar maior, conforme Deus me revelou em Porto Seguro!”
Foi quando ouvimos, de uma voz rouca, mas revestida de poder:
“Grande! Muito Grande! Muito maior do que sonhas, filho meu! ”.
Eis o início do falar do Espírito através da irmã Rita.
E grande também foi, naquela noite, o usar daqueles vasos chamados irmãs Rita e Délia nas mãos do Senhor, através das quais Deus disse, a cada um de nós os seus segredos, entre eles:
- Ao Pastor Cesar: “Dizes sempre aquilo que ouves de mim! Fiquem com ele!”
- À Pastora Angela: “Ela sempre sonhou mais alto do que todos aqui! Imitem-na, mulheres do meu rebanho!”
- Ao Pastor Edison: “Em breve sairás donde estás e trabalharás no meu Reino, onde nada lhe faltará!”
- À Pastora Michele: “Levantar-te-ei a lugares altos, a ti e a teu esposo, e aqueles que hoje zombam de ti escandalizar-se-ão de como te usarei!”
- Ao Pastor Jaime: “Arranco de ti, hoje, toda amargura do teu coração. És meu e aqui é teu lugar!”
- Ao irmão Fernando: “Por que te afastas de mim? Venha, pois arrependido estás e te recebo!”
- À irmã Márcia: “Enxugue tuas lágrimas, pois foste aprovada. O tempo de regozijo começou!”
O levita, agora cambaleante, mas novamente em pé, olha maravilhado para aquelas demonstrações de amor celestial, vendo Deus dizer claramente para cada coração, regando cada jardim, quando, de repente, escuta:
“Pensaste que me esqueci de ti?”
Sem acreditar que mais uma vez seria agraciado pelo Espírito Santo, o levita escuta da boca de Deus: “Eu te separei! És a coluna da adoração neste lugar! Eu tenho escutado teus clamores no lugar onde me buscas. Tome posse do seu ministério, pois hoje derramo sobre ti do Meu Poder!”
Ah, amados... O que era aquilo? Os joelhos do levita voltam a ficar trementes e, caído, recebe o Poder e a Confirmação que tanto desejava...
Muitas outras coisas ocorreram. Muitos outros corações foram abastecidos pelo Amor de Deus.
Muitos outros milagres: como a da cura da menina que, desmaiada de uma hora para a outra no culto, ressuscita pelos clamores dos pais.
Eis o Deus sem limites, sem barreiras, sem impossibilidades. Eis o Noivo que ultrapassa as limitações naturais para, naquele momento, visitar sua Noiva apaixonada.
São tantos os testemunhos desta noite magnífica, que é necessário que cada qual construa, nos seus corações, memoriais das promessas e sonhos revelados pelo Altíssimo. Tais memoriais desta Visitação servirão de ânimo quando momentos de deserto chegar.
O Pastor Cesar consegue, finalmente, conclamar a igreja a ofertar pelo novo templo.
Templo para 12.000 membros!
Templo a ser habitado pelo próprio Pão que alimentará as multidões que ali se reunirão.
Templo-Pão!
O levita fica em pé novamente, agora abraçado com aquele que o próprio Espírito indica para auxiliá-lo na condução da adoração no templo.
E aí ocorre o que ele, levita, esperava desde o princípio: que o próprio Deus pedisse que ele, singelo levita, O adorasse.
E ele o faz: adora com a canção preferida daqueles que celebram o poder recebido, cientes de que todo Poder, toda Glória e todo Louvor pertencem Àquele que está assentado no Trono, cujo domínio não é somente para ontem, mas para sempre, pelos séculos dos séculos: o Poderoso Deus!
Hora de ir embora. O Pastor encerra o culto. As pessoas olham com aquela esperança de que ainda tem mais. E tem!
Um dos músicos, Bruno, usa da ousadia daqueles que vivem sobre a convicção de ter visto e vivido milagres e anuncia ao Pastor: “O Espírito quer que terminemos o culto em festa, júbilo e alegria!”
Juntos, então, todos entoam mais duas canções que celebram aquela Visitação.
Como os que sonham, o levita vê, de cima da plataforma, que as amarras foram totalmente anuladas, pois não só as dançarinas, mas toda a igreja, sem exceção, celebra com danças ao Senhor.
A Visitação ainda se prolonga entre as mulheres, onde ministérios são restaurados e alianças polidas.
Ninguém vai embora. Na verdade, não se consegue ir. Tamanha fumaça da presença, tamanha fome saciada com a presença do Pão.
É quando, não digamos no final, mas na pausa que se dá nesta adoração, uma irmã muito especial volta para falar com o levita. É a irmã Rosilda. Profetisa de Deus. Amiga do Altíssimo.
Ela diz: “Eu estava lá fora, mas voltei para lhe dizer o seguinte: que eu nunca vi Deus zelar por alguém tanto quanto zela de ti. Que Deus verdadeiramente te guarda e te protege.”. Como toda profetisa digna do nome, ela diz o que tem de dizer e vai, sem querer e sem receber nenhuma glória por isso, pois sabe que toda Glória, Honra e Poder é dAquele que cuida.
E o levita pensa dentro de si: “Obrigado irmã Rosilda, por revelar a mim os segredos que o Espírito lhe confidencia.”
E conclui: “Na verdade creio que não só este levita, mas todos do MIRP são especiais e zelados por Deus”
E volta pra casa pedindo:
“Senhor, queremos mais. Da próxima vez não nos visite, mas venha definitivamente HABITAR ENTRE NÓS!”

Que assim seja, Amém!

enviada por mirplena



04/03/2007 15:23
"O poder da Palavra"

No princípio era o Verbo:
Verbo de linguagem.
Verbo de significado.
Verbo de liberdade.
Aprendamos com Yancey, no texto que segue, a nos libertar na e pela Palavra:

"Passei a dar valor especial a um aspecto da escrita, aquele que realça a liberdade. Os que tinha a palavra nas igrejas que freqüentei podiam levantar a voz! e tocar as emoções como se toca um instrumento musical. Mas sozinho em meu quarto, dedicando-me a cada página virada, encontrei-me com outros representantes do Reino - C.S. Lewis, G.K. Chesterton, Santo Agostinho - que, com vozes mais serenas, saltaram através do tempo para me convencer de que em algum lugar houve cristãos que conheciam a graça tão bem quanto a lei, o amor tão bem quanto o julgamento, a razão tão bem quanto a paixão.

Creio que me tornei um escritor por causa de minha experiência com o poder das palavras. Percebi que palavras espoliadas, com seus significados completamente torcidos, podiam ser regeneradas. Percebi que a escrita poderia penetrar pelas fissuras, trazendo oxigênio espiritual a pessoas presas em caixas hermeticamente fechadas. Percebi que Deus, quando nos comunicou a essência de sua auto-expressão a chamou de Palavra. A Palavra nos chega da forma mais libertadora que se pode imaginar.

(...)

Oro pela igreja, para que ela, em tempos cada vez mais opressivos, se lembre de que as palavras exercem seu impacto mais intenso quando são libertadoras."


[Yancey, P., "Descobrindo Deus nos lugares mais inesperados", Editora Mundo Cristão, SP].

enviada por mirplena



21/02/2007 20:49

"Cinzas e Glória"

Glória e honra habitando em repositórios de tamanhas imperfeições (Salmo 8).
Eis o que somos.
Eis aqui, portanto, mais um paradoxo da Graça.
E é para que reflitamos acerca dele que publico hoje um lindo texto-poema do bispo Richard Holloway.
Leia e delicie-se na descoberta de quem você, afinal, é:

"Esse é o meu dilema. Eu sou pó e cinzas, frágil e inconstante, um conjunto de respostas comportamentais predeterminadas... cheio de temores, cercado de necessidades... sou a quintessência do pó e ao pó voltarei... Mas há algo mais em mim... Eu posso ser pó... mas pó angustiado, pó que sonha, pó que possui estranhas premonições de transfiguração, de uma glória aguardada, de um destino preparado, de uma herança que um dia será minha... Assim, a minha vida é esticada numa dolorosa dialética entre cinzas e glória, entre fraquezas e transfiguração. Eu sou uma pergunta para mim mesmo, um enigma exasperador... essa estranha dualidade de pó e glória."

(Citado por John Stott, in "Por que sou cristão", 2a. reimpressão, Editora Ultimato, 2004)
enviada por mirplena



31/01/2007 22:47
"Tolerâncias divinas"

Li nalgum livro, nalgum dia muito distante deste q hj respiro, q a tolerância é um dos atributos mais caros à democracia.
Confesso que à época tais letras me soaram dissonantes.
Ora, pensava eu: não há como tolerar aqueles que pensam diferente de nós: brancos, civilizados e cristãos.
Hj, entretanto, passado tanto, mas tanto tempo, minhas rugas e rusgas não me deixam escapar o sentido tão imenso desta pequena palavra chamada tolerância.
À luz da Palavra, inclusive, vemos que ela, a tolerância, em Deus, vai muito mais além.
Vai até o limite ilimitado de Seu Amor:
Amor q escapa à nossa lógica das comparações.
Amor q espera, paciente, como só Ele consegue ser.
Dito isto, publico hj Mateus 13:24-30.
Tudo pra gente entender q a lógica dEle não é a nossa.
Glórias a Ele mesmo, por assim ser!
Visto que Ele insiste em nos amar.
Nós, ao contrário, insistimos em nos diferenciar, em ódios (ainda que escamoteados em finas ironias) e comparações...
Antes do texto, peço-te apenas mais uma gentileza, cara leitora.
Que, se possível, vc leia com as lentes corretas, quais sejam: aquelas que enxergam através da ótica do Filho do Homem, que num dia em q todos queriam apedrejar (sendo q somente Ele e mais ninguém era suficientemente Justo para tanto, na nossa limitada visão), dispersou agressores e perdoou dizendo: "Vá e não peques mais".


Eis o texto:

"Propôs-lhes outra parábola, dizendo: O reino dos céus é semelhante ao homem que semeia a boa semente no seu campo;
Mas, dormindo os homens, veio o seu inimigo, e semeou joio no meio do trigo, e retirou-se.
E, quando a erva cresceu e frutificou, apareceu também o joio.
E os servos do pai de família, indo ter com ele, disseram-lhe: Senhor, não semeaste tu, no teu campo, boa semente? Por que tem, então, joio?
E ele lhes disse: Um inimigo é quem fez isso. E os servos lhe disseram: Queres pois que vamos arrancá-lo?
Ele, porém, lhes disse: Não; para que, ao colher o joio, não arranqueis também o trigo com ele.

Deixai crescer ambos juntos até à ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: Colhei primeiro o joio, e atai-o em molhos para o queimar; mas, o trigo, ajuntai-o no meu celeiro."

Agora uma pergunta, (pra vc em especial, Zara): por que não colher primeiro o trigo?

Quem se arrisca?

Beijo pra todos!

Ricardo.

PS: não poderia deixar de mencionar aqui a valorosa ajuda q Aline Menezes me deu neste texto. Obrigado Aline, pelo carinho e pela comoção de cada palavra q vc derrama em nós. www.alinemenezes.com
enviada por mirplena



11/11/2006 17:32
"Prepare-se!"

Eis aqui vos digo um mistério: Nem todos dormiremos mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos serão ressuscitados incorruptíveis, e nós seremos transformados.

Porque é necessário que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade. Mas, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrito: Tragada foi a morte na vitória.

Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?


[1 Coríntios 15:51-55]

Linda.
Exuberante.
Como toda promessa do Senhor dos Exércitos.
Amém!

enviada por mirplena



28/10/2006 15:19
"Porque tudo ainda continua, porque sempre já acabou."

Encontro esta epígrafe na página de um amigo muito querido, ainda que pouco visto.
E como sempre - olhos de pomba? - penso em Jesus e na sua Palavra.
Eis, encarnado na cruz, suas últimas anunciações (decretos no mundo espiritual!), conforme nos relata João 19:30 : "E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito."
Consumado está, portanto, todo o trabalho da redenção.
Consumada está, assim, a batalha que superou a Morte.
Consumado está, finalmente, o ato de Amor mais surpreendente de toda a História.
Consumado.
E por conta disto, tudo ainda continua (façamos discípulos!), porque naquele dia, na Cruz, para todo o sempre já acabou (o favor imerecido já nos foi dado!).
SENHOR, que tenhamos olhos para ver e ouvidos para ouvir, pois só assim não vilipendiaremos tua Graça, derramada em nós naquela Cruz.
Ricardo, a partir de http://lon-sao.blogspot.com/


enviada por mirplena



21/10/2006 18:10
“Instrumental”

“Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes.”
[Marcos 12:30-31]

Na faculdade a gente descobre, logo que entra, uma palavrinha chamada instrumental.
Fala-se em “inglês instrumental”, “latim instrumental” e por aí vai...
Instrumental aqui tem o sentido de ser aquele aprendizado no qual não a gente não imerge no tema. Trata-se de uma viagem curta, sem muitos detalhes, posto que o que interessa é o resultado – nos casos citados, aprender a ler algum texto em inglês ou então aprender algumas poucas expressões em latim – e não o conhecimento em si, considerado este como aquele que se arraiga dentro da gente, pra ficar.
Bom, falo disso hoje porque me ocorreu, meditando sobre o trecho de Marcos citado logo acima, que a rotina, o não-prestar atenção nas coisas, nos faz muitas vezes nutrir uma relação instrumental com aqueles a quem chamamos de amigos.
Eu mesmo, por exemplo, tenho um amigo que, por conta da sua colocação profissional, vira-e-mexe me pego ligando pra ele e pedindo favores.
E após sentir dentro de mim, logo após cada telefonema, de que eu estava apenas usando – ainda que involuntariamente - nossa amizade, passei a me policiar pra gastar mais tempo com ele e não com as coisas que através dele eu poderia alcançar.
Mas a coisa toda vai além.
Vejam só: no verso 31 do capítulo 12 de Marcos a gente encontra Jesus nos exortando a amar os outros – nossos amigos, inclusive. Mas este não é um amor desplugado de nós mesmos. Ao contrário é um amor aliado ao amor que dedicamos a nós mesmos em primeiro lugar.
E aí me ocorreu nas tantas e inúmeras vezes em que tive e ainda tenho uma relação simplesmente instrumental comigo mesmo. (E você, de repente, pode se encaixar nisso hoje, mesmo sem ter tido tempo de perceber...)
Todo dia me pego dizendo pra mim mesmo coisas do tipo:
Ricardo, faça isso. E o Ricardo vai lá e faz.
Ricardo, ouça isso. E o Ricardo vai lá e ouve.
Ricardo, leve-me até tal lugar. E o Ricardo vai lá e leva.

Por isso, amados, ouso convidá-lo a se dar o devido tempo.
Sim, dar o devido tempo a você mesmo: corpo, alma e espírito.
Pergunte a você mesmo do que você precisa:
Qual é a tua fome, qual a tua sede, qual o desejo do teu coração?
Pergunte-se se você tem um plano pra daqui a cinco anos estar melhor do que hoje, por exemplo.
E dentro disso descubra se você precisa dormir um pouco mais e descansar, ou, ao contrário, dormir menos e estudar mais?
Ou então se você precisa falar menos, ou, ao contrário, falar mais botando pra fora, finalmente, aquilo que você precisa/necessita expressar antes que exploda em angústias e neuras sem fim?
Pergunte-se.
Escute-se.
Perceba-se.

E lembre-se que Jesus também disse o seguinte: “Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente.” (Mateus 6:6)
Em secreto, onde encontramos tempo, silêncio e saudável solidão.
Respeite-se, ame-se, e, fortalecido, cumpra o mandamento de fazer ao outro o que você faz a você mesmo.
Beijo enorme a todos!
Ricardo,
Em Cristo, que sempre manterá ouvidos atentos para nos ouvir.

enviada por mirplena



17/10/2006 18:19
“A vaidade e o jugo: quando o peso alivia a jornada”

Hoje, diferentemente dos dias “normais”, eu escrevo cansado.
Cansado das minhas pernas doridas.
Cansado da minha cara de sempre.
Singela e honestamente cansado.
E é em dias assim que me pego lendo o Livro de Eclesiastes.
E à medida que leio, ao invés da alma sossegar, vai assomando uma desilusão, um desânimo ainda maior, visto que se tudo é vaidade, porque viver, afinal?
E você pode estar se perguntando hoje justamente isso: Por quê e para quê eu nasci? Por pura vaidade dos meus pais ou mesmo de Deus?
A resposta pra esta e todas as perguntas, ainda segundo Eclesiastes, está no verso 13 do capítulo 12, quando o Pregador diz: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é todo o dever do homem”.
Mas isso não basta pra nossa alma. Palavras como estas, contendo temor e dever, a gente costuma dar glória a Deus na igreja, seja pelo automatismo do culto, seja porque naquele momento em específico, uma frase como essa pode até tomar algum sentido.
Mas não agora, no dia chamado Hoje, quando tudo dói, e dói em demasia.
Onde está a resposta?
Onde está o sentido?
Em que lugar, pessoa ou ato, podemos, enfim, repousar nosso desassossego?

A resposta começa com o entendimento de que a leitura da Palavra nunca pode ser feita em apartado, isto é, não podemos tratar a Bíblia como um manual separado por assuntos, posto que o Assunto, seja em que página abrirmos, será sempre o mesmo: nós em Deus e Deus em nós.
Outro entendimento fundamental é que a chave essencial de leitura das Escrituras está no Cristo encarnado, que como Agostinho expressa de maneira maravilhosa foi o Pão que teve fome; o Caminho que ficou cansado em sua caminhada; o Médico que foi ferido e a Vida que decidiu morrer: por mim e por você.
E é assim que encontramos Jesus, já em Mateus 11: 29 a 30 a nos convidar, dizendo: “Venham queridos, repousem em mim porque o meu jugo é leve...”.
E como pode uma palavra que significa domínio, submissão ser leve?
Simples: Cristo já venceu a pior das dores: a dor da Morte.
Vencida está, então, a mãe de todas as dores. Dores que alimentam o olhar cansado daquele que vê tudo como vaidade, posto que sabedor de que vai um dia morrer, e, faça o que fizer, nada mudará esta sentença fatal.
Mas em Cristo a gente descobre que ainda que se morra um dia, a gente não morre.
A gente descobre que ainda que cansemos, o repouso já está posto.

E onde entra, então, o Temor e o Dever de Eclesiastes?
Simples também: Cristo nos convida a tomar sobre nós o Seu jugo e aprender dEle e só se aprende de fato quando se tem temor, respeito por aquele que ensina. E o Dever, onde fica? O Dever em Cristo é o dever de amar o outro, o dever paradoxal da espontaneidade de se entregar e abrir mão de tudo o que nos aprisiona e convidar a Cristo pra entrar dentro de nós.
Chego, então, ao final do texto ainda cansado.
Nas pernas latejam as veias de quem passou o dia em pé, e no rosto ainda vejo as mesmas linhas traçadas pelo cotidiano.
Mas meu coração vai repousado.
Num abrigo que é maior que a vaidade, maior do que uma tristeza doída que por vezes a gente sente, como se fosse a dor da própria Morte.
Pois sabemos, pela fé, que ainda que os maremotos queiram virar o barco Ele descansa e dorme, no sono daqueles que descobriram que só o Amor vale a pena.
Te convido, então, a entrar nesta Paz que sobrepõe a todo entendimento.
E te convido a mais uma vez beijabraçar quem puder.
Pois eu creio que no teu beijabraço pode estar o jugo de Cristo na vida de alguém.
Jugo leve.
Jugo de amor.

Que aprendamos a descansar nEle!

Ricardo.

enviada por mirplena



15/10/2006 10:41
"Paz"

Ontem eu lia um exemplar da revista "Vida Simples".
A reportagem de capa fala sobre como viver em paz.
E lendo me ocorreu que a Paz que Jesus nos libera é a mesma que está neste trecho da reportagem, que diz:
"Imagine que o mundo não tem injustiças de nenhum tipo e nada para abalar sua tranqüilidade. Enfim, imagine uma harmonia estável, constante e ininterrupta. Parece impossível? E é. A paz não tem nada a ver com um mundo sem conflitos. Ainda bem, aliás, porque os conflitos são a matéria-prima da realidade, são a trama da vida." (in "Vida Simples", ed. 31, página 29, com reportagem de Priscilla Santos).
E é assim quando a gente anda - ou pelo menos tenta andar - com Cristo: uma simples caminhada pelo bairro já nos revela Cristo. Uma matéria numa revista que muitos evangélicos sequer abririam - por puro pre-conceito, claro - nos revela Mateus 5.
Mateus 5, a famosa e pouco cumprida Constituição do Reino.
Mas sobre isso eu escrevo noutro dia.
O que vale lembrar hoje é que a Paz que Ele nos dá está mesmo embrenhada nessa eterna resolução de conflitos, seja com os outros seja conosco mesmos.
O lance é que sabemos uma coisa que talvez a repórter Priscilla Santos não saiba ou não quis escrever pq não cabia no contexto da revista, qual seja: que em Cristo e por Cristo a gente continua tendo que resolver os tais conflitos, mas com a grande diferença de que Ele nos ajuda: de dentro pra fora.
Daí a gente tira uma conclusão mais-que-óbvia: muitos (e nós mesmos, muitas vezes) estão na igreja querendo se afastar dos problemas - seus e dos outros -, como se Cristo fosse um muro pra se esconder atrás de, e não a Luz que nos guia pra seguir em frente.
Digo então como Paulo em Efésios 4:2: Vençamo-nos e suportemo-nos uns aos outros, em Amor.

Abradacabraços!

Richard.
enviada por mirplena



14/10/2006 23:32
"Little Gidding"*
by T.S.Eliot


Não desistiremos de explorar
E o fim de toda a nossa exploração
Será chegarmos ao lugar de onde partimos
E conhecer o lugar pela primeira vez.
Através do portão desconhecido e lembrado
Quando o último confim da terra por descobrir
For o lugar que foi o começo;

Na nascente do rio mais longo
A voz oculta queda d'água
E as crianças na macieira
Desconhecidas, porque não procuradas

Mas ouvidas, meio-ouvidas, na quietação
Entre duas ondas do mar.
Depressa agora, aqui, agora, sempre —
Uma condição de completa simplicidade
(Que não custa menos do que tudo)
E tudo há-de ficar bem e
Toda a espécie de coisa há-de ficar bem

Quando as línguas de fogo refluírem
Para o coroado nó de fogo
E o fogo e a rosa forem um.

* tradução de Gualter Cunha
enviada por mirplena



08/10/2006 12:11
Notas sobre Adoração

Reproduzo um trecho do livro "O Mundo em Chamas", de autoria de Rick Joyner. O livro retrata e analisa o avivamento no país de Gales. Avivamento curto, mas sob muitos aspectos, o maior que a igreja já testemunhou. No texto que segue, Joyner lança seu olhar para a forma como hoje a igreja tem buscado expressar sua adoraçao à Deus. E nos ensina muito. Leia e depois comente. Será que no MIRP estamos no caminho? Eu espero que sim, e sempre, vale dizer, pela infinita Misericórdia do nosso Aba Pai.

Vamos ao texto:


"Se Deus quisesse apenas obediência absoluta, Ele poderia ter criado Adão e Eva de tal maneira que não desobedecessem a Ele, mas nem os anjos Ele criou desse jeito. Que graça tem a adoração de uma pessoa incapaz de fazer de outra forma? Se os nossos típicos "cultos de adoração" são uma indicação do estado da nossa adoração, o Senhor poderia ter programado mil computadores para cantarem louvores a Ele. Se nos dizem quando levantar, onde sentar, o que cantar, etc, podemos ter ordem, e pode soar bem, mas será que isso é tocar o coração de Deus? A adoração típica da igreja, seja ela tradicional, pentecostal, carismática ou da Terceira Onda, é com frequência mais do que uma tentativa de aquecer a audiência para o ato principal — a pregação.
Nós devemos buscar ao Senhor sobre como atingir a adoração verdadeira nos nossos cultos, porque alguma coisa deve ser feita para resgatar a igreja desses procedimentos rotineiros. A menos que a adoração capacite nossos corações a tocar o coração de Deus, ela não é absolutamente adoração — é apenas barulho. Se nós tocarmos o coração de Deus, nossos corações serão transformados. Todo culto de adoração deve ser um encontro com a presença do Senhor. Quando contemplarmos a glória do Senhor, seremos transformados por aquela glória. Entretanto, a adoração verdadeira não vem por tentar ver o Senhor, ela vem por vê-
Lo.
Há alguns passos óbvios, práticos, que podem ser dados para ajudar a trazer uma realidade aos nossos cultos de adoração. Em primeiro lugar, por que não deixar que as pessoas fiquem sentadas se elas quiserem? Se as pessoas tiverem a liberdade de se sentar, quando ficarem em pé será realmente para honrar ao Senhor. O "cântico no Espírito" nascido (ou renascido) durante o Avivamento de Gales também pode ser uma forma maravilhosa para permitir que os indivíduos toquem verdadeiramente o coração de Deus com sua própria adoração. E verdade que é contraproducente quando é mecânico ou apenas uma outra tradição, mas quando os crentes são liberados para cantar ao Senhor o que está nos seus próprios corações, temos maior potencial para entrar na adoração que é em espírito e verdade.
A maior parte das congregações realmente precisa de líderes de adoração que dêem alguma ordem e direção a um culto, e nisto podem ser vasos do Espírito Santo. Mas se vamos prestar a adoração autêntica, existe um ponto em que o líder da adoração tem que sair do caminho. Porque, enquanto tivermos a nossa atenção no líder, não estamos realmente adorando ao Senhor a partir dos nossos próprios corações, estamos seguindo um líder.
Existe um ponto no qual a verdadeira adoração pode trazer tamanha presença manifesta do Senhor que nem a carne nem o diabo ousam se exibir. Mas mesmo que a carne e o diabo entrem de tempos em tempos, pode ser melhor ter alguns incêndios ocasionais do que não ter fogo algum.
Para que houvesse o potencial de obediência advinda do coração, Deus teve que dar ao homem uma escolha. Quanto maior a liberdade de escolher, maior o potencial para escolher erroneamente, e maior é o potencial para a verdadeira obediência a Deus, advinda do coração. Quando estabelecemos controles excessivos, muralhas e barreiras ao redor dos nossos cultos, programas ou doutrinas, de tal forma que eles não possam ser desobedecidos, estamos criando apenas robôs espirituais que se comportam apropriadamente, mas são desprovidos da convicção autêntica no coração. Isso é, na verdade, contraproducente para gerar a fé cristã autêntica."

Como se vê, e o Pastor Cesar sempre me ensina, o limite entre adorar a Deus e adorar aos nossos métodos é muito - como em tudo no Evangelho - tênue. Que estejamos com os ouvidos abertos para aprender diretamente dEle o que devemos fazer para adorá-lO em Espírito e em Verdade. Essa a minha oração.

Beijabraços para todos!

Richard.
enviada por mirplena



16/07/2006 01:25
Um sopro: duas histórias.

Ele pega o barro, lágrimas, mistura, modela e, enamorado, beija a criação: eis o sopro, eis a vida.

/--/

Ela morre. Ele a enterra. De volta pra casa enumera lembranças. É quando, no canto da sala, vê a bola que ela enchera quando do último passeio com as crianças. Deitado, chora abraçado àquele mundo costurado onde, sabe, está parte daquele sopro que lhe trouxe tanta alegria.

Que Deus nos ajude a cuidar deste beijo, deste sopro, desta alegria de viver e morrer nEle.

[Ricardo]

enviada por mirplena



14/06/2006 18:57
A leveza das coisas que valem a pena.

Navego e dou de cara com uma citação do falecido escritor Caio Fernando Abreu.
Diz tanta coisa...
E eu faço um link rápido, mas preciso, com Mateus 19.
Tudo é uma coisa só, veja você.

--/--

A citação:

“O trem chega e pára. Na plataforma você começa a tentar colocar as bagagens dentro dele. Mas elas não saem do chão. O trem apita, o trem vai partir. Você percebe que não pode levar nada além de você mesmo. E entra no trem. Mas isso que você tenta fazer entrar no trem, e que é o seu corpo, também não pode entrar. Então você o deixa, deixa o vulto que entrevejo jogado na estação junto com as bagagens. O trem então parte levando de você algo que nem você nem eu sequer conseguimos entrever. Outra coisa, talvez nada, porque nada podemos garantir ter visto partir dentro do trem.
Você não grita nem acorda. Não há terror, mesmo sendo aterrorizante: é assim que é. E pior ainda, não se trata de um sonho. Começa a amanhecer. Ou a anoitecer. Ninguém sabe quando passa o trem. Nem para onde vai. E não se leva nada. Isso é tudo que sabemos.”
[Caio Fernando Abreu]

--/--

Mateus 19, verso 16 em diante:

"E eis que, aproximando-se dele um jovem, disse-lhe: Bom Mestre, que bem farei para conseguir a vida eterna? E ele disse-lhe: Por que me chamas bom? Não há bom senão um só, que é Deus. Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos. Disse-lhe ele: Quais? E Jesus disse: Não matarás, não cometerás adultério, não furtarás, não dirás falso testemunho; Honra teu pai e tua mãe, e amarás o teu próximo como a ti mesmo. Disse-lhe o jovem: Tudo isso tenho guardado desde a minha mocidade; que me falta ainda? Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, e segue-me. E o jovem, ouvindo esta palavra, retirou-se triste, porque possuía muitas propriedades. Disse então Jesus aos seus discípulos: Em verdade vos digo que é difícil entrar um rico no reino dos céus. E, outra vez vos digo que é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus. Os seus discípulos, ouvindo isto, admiraram-se muito, dizendo: Quem poderá pois salvar-se? E Jesus, olhando para eles, disse-lhes: Aos homens é isso impossível, mas a Deus tudo é possível. Então Pedro, tomando a palavra, disse-lhe: Eis que nós deixamos tudo, e te seguimos; que receberemos? E Jesus disse-lhes: Em verdade vos digo que vós, que me seguistes, quando, na regeneração, o Filho do homem se assentar no trono da sua glória, também vos assentareis sobre doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel. E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou terras, por amor de meu nome, receberá cem vezes tanto, e herdará a vida eterna. Porém, muitos primeiros serão os derradeiros, e muitos derradeiros serão os primeiros." [Deus]

--/--

Leia Mateus 19.
E liberte-se do que não vale a pena.
Eu estou tentando, ainda que todo dia o mundo insista para que eu pegue mais e mais coisas pra carregar.
Mas a comunhão serve, entre outras coisas, para isso: um deve alertar o outro de que temos que passar quando Ele voltar.
Sem bagagens marcadas pelas mágoas, rancores e que-tais.
Pense nisso e alerte quem precisa ouvir.

Ricardo
enviada por mirplena



11/06/2006 13:02
bom humor

a Palavra nos ensina a viver contentes.
na verdade Ela nos exorta a isso.
vivemos?
nem sempre.
um dos segredos - segredo não, tesouro, porque está tudo entregue, basta garimpar - é viver entregue.
entregue à Deus, em fé.
assim, fica tudo mais leve.
leveza que traz firmeza e segurança.
sim! mais um paradoxo dAquele que nos simplifica.
mas, cuidado!
a simplicidade de Jesus não é a nossa.
corações enganosos que temos, muitas vezes queremos que a simplicidade de Jesus seja a nossa mediocridade.
Lucas 12:27 é simples.
medíocre nunca.
basta colocar as lentes certas na hora de ler.
vivamos então, em estado de Graça.
Graça que nos traz o bom humor dos combatentes.
ainda que cansados.
ainda que tristes por ver tanta desGraça.
pense nisso.
e beije quem puder.
ricardo.
enviada por mirplena



03/06/2006 18:07
ALMOÇANDO COM ZAQUEU

A Palavra nos relata que certo dia Jesus ia passando por Jericó, quando "havia ali um homem chamado Zaqueu; e era este um chefe dos publicanos, e era rico. E procurava ver quem era Jesus, e não podia, por causa da multidão, pois era de pequena estatura. E, correndo adiante, subiu a um sicômoro para o ver; porque havia de passar por ali. E quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, viu-o e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, porque hoje me convém pousar em tua casa. E, apressando-se, desceu, e recebeu-o alegremente. E, vendo todos isto, murmuravam, dizendo que entrara para ser hóspede de um homem pecador. E, levantando-se Zaqueu, disse ao Senhor: Senhor, eis que eu dou aos pobres metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, o restituo quadruplicado. E disse-lhe Jesus: Hoje veio a salvação a esta casa, pois também este é filho de Abraão. Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.” (Lucas 19)

Esta passagem, assim como todas as outras, tem um propósito, qual seja: o de que, lendo os Evangelhos, possamos ver como Jesus agia e, então, saibamos como agir aqui na terra.
Vemos, então, que quando Deus vai a um enterro, ele chora. Ainda que saiba que logo após trará aquele que morre à vida.
Vemos também que quando Deus fica cansado, ele dorme, ainda que depois acorde e faça a tempestade que assusta seus amigos se calar.
Vemos, por fim, que quando Deus tem sede, ele pede água, ainda que depois vá distribuir uma eterna satisfação para aquela que tem sede de amor.
Fácil seria para Deus continuar discipulando-nos através da Lei, que como sabemos, revela, mas não extingue o pecado.
Cômodo também seria, para Deus, derramar como fizera durante 40 anos, milagres e mais milagres à vista de todos, buscando assim, transformar os corações daqueles que vão se endurecendo por falta de novidades espetaculares.
Mas não.
Deus escolheu o caminho mais difícil.
O SENHOR escolheu o caminho da paixão.
Paixão que o fez ir até a cruz, e lá, pregado como um maldito, ladeado por ladrões, conquistar a redenção para todos aqueles que crendo, sejam salvos (João 3:16).

POR QUÊ LADEADO POR LADRÕES?
Veja: Jesus escolheu morrer ladeado por ladrões.
Qual o significado disso?
Que lição ele quer que aprendamos ao realizar tal ato?
Sabemos que temos a tendência de sempre buscar a honra.
Sempre, até na hora da nossa morte.
É assim que Presidentes são sepultados com todas as ditas honras de Estado.
De igual modo, é desta forma que o povo realiza as cerimônias de seus ídolos: veja Ayrton Senna e as inúmeras homenagens que seu corpo recebeu.
Jesus, depois de realizada sua obra na terra, discipulando os seus, poderia ter escolhido morrer assim também: honrado pelos homens.
Mas não, a única honra que decide receber – e digo receber no sentido inteiro do termo, em que ele recebe porque escolhe que assim o seja – é quando a mulher pecadora unge-lhe a cabeça com o perfume que logo se misturaria ao seu sangue escorrido da coroa de espinhos.
Já a outra homenagem, esta mais afeita aos padrões a que nos referimos acima, não foi escolhida por Jesus – ainda que prevista no Antigo Testamento. Foi aquela dada pelo fariseu Arimatéia. Este um exemplo daqueles que somente se envolveram, mas não se comprometeram com Jesus. Vejamos que João 19:38 deixa claro que o fariseu Arimatéia não lhe defende quando vivo, mas homenageia-lhe depois de morto. A passagem diz assim: “Depois disto, José de Arimatéia (o que era discípulo de Jesus, mas oculto, por medo dos judeus) rogou a Pilatos que lhe permitisse tirar o corpo de Jesus. E Pilatos lho permitiu. Então foi e tirou o corpo de Jesus.”

ALMOÇANDO COM ZAQUEU
A passagem que usamos para iniciar nossa reflexão, vem de encontro a esta simbologia do momento em que Jesus, pregado na cruz, é ladeado por ladrões.
Qual o significado disso para nós?
Por que nosso Deus encarnado resolve morrer desta forma?
A resposta está numa declaração poderosíssima de Jesus, senão a mais poderosa de todas, expressa em Mateus 22:34-40. A passagem diz assim: “E os fariseus, ouvindo que ele fizera emudecer os saduceus, reuniram-se no mesmo lugar. E um deles, doutor da lei, interrogou-o para o experimentar, dizendo: Mestre, qual é o grande mandamento na lei? E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.”
Amar o próximo.
Ora, tirante vários requisitos presentes neste amarás, um deles é a própria noção de proximidade. De estar perto. Ainda que este próximo seja pecador, ainda que este próximo seja ladrão, ainda que este próximo tenha procedimento tão repugnante aos olhos dos santos.
Veja, então, que Jesus, amando o próximo chama-o para almoçar.
Queridos! Eu não sei pra você, mas pra mim o momento da refeição é aquele em que eu só consigo comer se estiver em paz.
Caso contrário o alimento não desce. Pára na garganta, engasga, não vai.
Esta semana, e por isso eu prego sobre isso hoje, eu deixei de almoçar não por causa de jejum, nem por falta de tempo, mas porque eu não tinha estômago para conviver com muitas pessoas que iriam estar no refeitório do meu trabalho.
E na minha mesa de trabalho o Espírito Santo me disse: “Engraçado, eu almocei com Zaqueu...”
Foi um baque.
Foi uma lição.
E essa lição eu estou passando pra você neste texto. Qual seja: nós temos que amar o próximo. E para tanto, nós temos que estar do lado dele.
Mesmo porque somos chamados para sermos o sal da terra, e sal que é sal não fica dentro do saleiro. Antes, ele se mistura, dá sabor, mas ao mesmo tempo desaparece para que nenhuma honra lhe seja dada pelos homens, mas antes, seja dada para o dono do saleiro, que é Deus.

PRUDENTES COMO SERPENTES E SIMPLES COMO POMBAS
Claro que você deve estar aí do outro lado da tela pensando: “É, Richard. Fácil é falar, pois você mesmo testemunha que não conseguiu.”
É verdade que fácil é falar.
Mas é verdade também que somos profetas, e os profetas ensinam não só aquilo que vivem, mas também aquilo que estão se esforçando para viver.
E eu quero através deste texto pegar na tua mão e dizer: vamos juntos aprender a viver situações como estas, baseados na Palavra.
Logo depois do Espírito Santo me dizer o que disse, eu fui orar e perguntei a Ele: “Espírito, mas como eu posso me misturar com pessoas que sei querem me prejudicar?”
E Ele me disse: Está escrito: “Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e inofensivos como as pombas.” (Mateus 10 : 16)
E é isso que o Espírito deseja lhe falar hoje: Seja prudente como as serpentes, mas simples como as pombas.
Vamos começar com as pombas: como é ser simples como pombas?
Uma característica peculiar dos olhos das pombas é que elas não conseguem focalizar duas coisas ao mesmo tempo - mantém os olhos em uma coisa apenas. Por isso elas são simples. Porque são focadas. E quando focamos e sabemos quem somos, tudo fica resolvido, até almoçar com pessoas como Zaqueu.
E as serpentes? Onde ficam? Ficam na prudência de quem sabe para onde está indo. Na prudência – no sentido de alerta, cuidado – de saber onde está pisando, ou até melhor: onde pode ser pisado.
Paulo, em 2Co 11:3, nos ensina que temos que ter cuidado, muito cuidado em não perder aquilo que Deus derrama em nós. Vejamos: “Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo.”
Mas neste mesmo texto Paulo no ensina que a simplicidade, a singularidade é o que nos protege. E aí, voltando, porque devemos ser simples como as pombas, com os olhos fixados em Deus.
Sei, irmãos, que não é fácil. Mas Jesus não nos mostrou, na sua encarnação, que as coisas assim o seriam, pelo contrário.
Mas ele nos disse ao final: “Tenham bom ânimo, pois eu venci o mundo.”
E é nesta fé que temos que seguir.
Almoçando com Zaqueu, mas sempre levando Jesus conosco em nossos corações.
Por último quero compartilhar com vocês, leitores, uma frase muito especial que li hoje no site do Pastor Ricardo Gondim.
É uma frase que me fez definitivamente alertar sobre os perigos de se construir uma fé baseada num deus que não seja o Deus verdadeiro, mas que seja um deus que a minha alma requer. Alerta o Pastor Ricardo Gondim:
“Os evangélicos brasileiros precisam acordar para o cerne do Evangelho que não promete um mundo seguro, sem perigos e livre de sofrimentos. A boa notícia é que o Senhor se dispõe a nos acompanhar em qualquer circunstância. Ouve-se freqüentemente entre os evangélicos que Deus dará tudo o que seus filhos pedirem se, prostrados, o adorarem. Cuidado! Essa frase foi proferida por Satanás.”

Aqueles que tem ouvidos para ouvir, que ouçam.
Só a Deus toda a Glória e todo o Poder!
Amém e amém!

enviada por mirplena



11/04/2006 18:16
Nossa irmã CRIS

Tem gente que é batizada com um nome que não combina.
É o caso daquele personagem do "A era do gelo", chamado Diego.
Onde já se viu um tigre dente-de-sabre ter este nome!?
Não tem cabimento!
Tigre tem que se chamar Trovão, Relâmpago, ou algo parecido. Diego está mais para nome de ator de novela mexicana (risos).
Pois bem, mas não é sobre o Diego que quero falar.
Quero falar da Cris.
Falar, não. Retratar.
A Cris é daquele tipo de pessoa que guarda segredos.
Segredos no sentido de que você, à primeira vista, a vê como uma jovem integrada, motivada, atenta, mas não uma atriz do tamanho que ela é.
Pessoas, a Cris é uma baita atriz!
E daí entra a questão do nome, por onde comecei.
Imagino que Cris pode significar muita coisa, entre elas um codinome de Cristal: aquele que reluz, que toma - dependendo do formato e do ponto-de-vista - várias formas. E o trabalho de atriz é fundamentalmente este: o de se apropriar de uma "persona" e explicar o mundo pra gente a partir disso.
E a Cris explicou muita coisa - junto com uma bela equipe formada pela Ariane, Greice, Michele e Reinaldo - na peça do último sábado e domingo.
Então, neste "post-retrato" eu fotografo a Cris assim: como uma surpresa. Uma grata surpresa.
E este post vai pra ela.
Obrigado Cris e todos os jovens por vocês estarem conosco no Ministério.
Parabéns Reinaldo e Michele pela liderança tão viva e agradável!
Continuem com Deus: nossa Luz maior.

Ricardo.

PS: peço aos irmãos esta licença poética de escrever livremente e não teologicamente sobre os jovens, mesmo porque entendo que o blog da comunidade deve falar de vida, e gente é vida. É isso aí.
enviada por mirplena



26/03/2006 01:27
A visão celular na minha visão.

Amados, ao escrever sobre a visão celular sei que estou me expondo a críticas, mas como tudo na vida isto faz parte.
Na verdade a gente luta e sofre por aquilo que acredita. E o Evangelho não é diferente.
Antes uma explicação: Como os que vêm aqui sabem, houveram comentários acerca de uma interpretação de postura da Pra. Angela, que eu considerei por bem não excluir, mas deixar em separado para que ela, no momento oportuno, conversasse com a pessoa que escreveu o que escreveu.
Pois bem, até por conta disso eu também considerei prudente colocar uma espécie de ante-câmara aqui, onde os comentários são analisados antes de publicados.
E foi nesta ante-câmara que eu encontrei hoje um comentário anônimo que critica a visão celular no governo dos 12, que como todos sabem, é acolhido no MIRP.
Em breve resumo o comentarista anônimo diz que o G12 praticado no Mirp não passa de uma visão empresarial onde o que é focado é o dinheiro, nada mais.
Coisas assim eu não posso simplesmente não publicar, por isso declaro que:
O G12 nada mais é do que discipulado: que é, por sua vez, acompanhar alguém até que o caráter de Cristo seja moldado nesta pessoa.
Ponto.
É isso.
Nada mais, nada menos.
O que ocorreu é que muitos utilizaram e ainda utilizam o G12 para outras finalidades, mas o juízo sobre isso não cabe a nós realizar.
O que sei e defendo é que em relação ao Mirp nada do que o comentarista anônimo diz é verdadeiro.
Até porque dentro da visão o que mais nos chamou a atenção é a questão do trabalhar o caráter. E caráter quando é trabalhado não tem como esconder. Há frutos no Mirp que são inegáveis, e eu posso dizer porque um deles sou eu próprio.
Daí porque advogamos sim o G12 no Mirp.
E isso de peito aberto, sem assinaturas anônimas.
E uma coisa fica evidente nestes ataques aqui pelo blog: só incomoda quem faz, e nós, do Mirp, para a glória de Deus, estamos fazendo a diferença!
Faça você também.
Ame e viva nosso Ministério!
Um beijo para todos.
Ricardo, administrador do blog.

enviada por mirplena



07/01/2006 03:19
MIRP NEWS - Nº 3 (JANEIRO DE 2006)

"PALAVRA DOS LÍDERES"
Meus queridos,
Mais um ano se inicia e nós, do Ministério da Restauração Plena, somos a cada dia mais e mais gratos a Deus pela dispensação da Sua Misericórdia e Providência em nossas vidas.
Vimos que em 2005 Deus proporcionou de modo sobrenatural todos os recursos para que construíssemos o templo em que hoje O adoramos, praticando a comunhão.
Mas isto não basta, amados. Deus tem ministrado aos nossos corações que a vinda de Cristo está às portas. Não há mais tempo para perdermos tempo. É hora, então, de buscarmos as almas: seja dentro de nossas famílias, vizinhança, empregos ou escolas, levando-os ao conhecimento do Evangelho de Cristo Jesus, nosso Salvador.
De outro lado, queridos, Deus tem nos orientado a ministrar à igreja sobre a importância da Salvação. E aproveitamos estas linhas para exortá-los a cuidar da sua salvação. Orem, meditem na Palavra, busquem intimidade com o Senhor, corrijam seus caminhos e retenham o óleo da unção derramada sobre vocês, pois o Noivo está a caminho.
No amor de Cristo,
Pastor Cesar e Pastora Angela

"FALA DEUS!"

“Porque, como o jovem se casa com a virgem, assim teus filhos se casarão contigo; e como o noivo se alegra da noiva, assim se alegrará de ti o teu Deus.” [Isaías 62 : 5]

"ANOTE ESTE PRINCÍPIO: O VALOR DA ALIANÇA"*
Como sabemos, Deus trabalha com base em princípios. Por isto a cada edição do Mirp News vamos apresentar um roteiro de estudo bíblico para que, em casa, com bastante calma, você e sua família leia e reflita sobre o tema abordado. Neste número trataremos do princípio da Aliança. Leia com atenção, afinal será um princípio por mês, e depois comente sobre ele na sua célula e com seu líder.

Comecemos com a definição de aliança. Aliança significa concerto, pacto. Na antiguidade era um contrato que, solenemente, se realizava entre homem e homem, ou entre homem e Deus. (veja Gênesis 21.27, e 31,44,45 e José 9.6 a 15).

A importância da Aliança entre Deus e o homem de tal modo predomina nas Escrituras que definitivamente se deu à Bíblia os títulos de Antigo Testamento (isto é, Antiga Aliança) e Novo Testamento (ou Nova Aliança).

No Antigo Testamento (AT) a palavra aliança é usada, primeiramente, falando-se das promessas de Deus a Noé (Gênesis 6.18 - 9.9 a 16). Mas o evento característico do pacto entre Deus e o Seu povo escolhido (Israel), principia em Abraão, com as promessas a este feitas nos capítulos 12 a 15 do Gênesis.

Veja que da parte de Abraão se manifestava a fé (Gênesis 15.6) e a obediência (Gênesis 17.1,9 : 22.16). Fé e obediência, portanto, são sinais de uma verdadeira aliança.

A aliança feita entre Deus e seu povo é tão importante que a narração do livro de Êxodo – que relata o início do resgate de Israel - começa assentando que Deus ‘lembrou-se da sua aliança com Abraão, com Isaque e com Jacó’ (Êxodo 2.24). Tudo começa, então, com a Aliança.

Quando do estabelecimento dos 10 Mandamentos houve também a recordação de ter Deus libertado Israel, e com as promessas de outras bênçãos sob condição de obediência. Veja que Moisés escreveu todas as palavras do Senhor no ‘Livro do Concerto’, e depois dos sacrifícios expiatórios leu-o diante do povo, que respondeu: ‘Tudo o que falou o Senhor, faremos, e obedeceremos’ - e depois disto ele aspergiu o povo com ‘o sangue da aliança’ (Êxodo 19.4 a 6 e 24.4 a 8).

É a este pacto que geralmente se fazem referências por todo o AT, e em notáveis declarações do Novo Testamento (NT).
As tábuas da Lei, inclusive, foram mais tarde colocadas na ‘Arca da Aliança’, que era considerada como símbolo do Senhor, e lugar da Sua manifestação (Êxodo 25.21).

E é no cumprimento da profecia de Jeremias 31.31 a 34 que passamos da antiga para a nova aliança.

Lembremo-nos da Santa Ceia em que Jesus disse: ‘Este cálice é a Nova Aliança no meu sangue’ (1 Coríntios 11.25 - veja também Mateus 26.28 - Marcos 14.24 e Lucas 22.20). Há, aqui, uma referência ao Êxodo (24.8): Jesus ia criar uma nova relação entre Deus e os homens, fundando uma aliança tal qual a antiga sobre o sacrifício, só que desta vez o sacrifício de Si próprio. Vê-se que Cristo morreu por nós em sinal de aliança.

No desenvolvimento desta verdade, nos escritos do NT, os apóstolos concentram de um modo natural todo o poder da nova aliança no sangue de Jesus (Veja Romanos 3.25 – Efésios 1.7 - Hebreus 9.14 - 1 Pedro 1.19 - 1 João 1.7 e Apocalipse 1.5).

Como vimos, a Aliança é um princípio fundamental no Reino de Deus. Preserve a sua. E lembre-se: Jesus já nos ensinou que se não amamos aqueles a quem vemos, não podemos amar a quem não vemos. Do mesmo modo, se não mantemos aliança com quem vemos, como podemos afirmar que mantemos com quem não vemos? Pense nisso.

* com adaptações de http://www.bibliaonline.net.
enviada por mirplena






Feed: Seja avisado quando este blog for atualizado :: (O que é isso?)